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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Escola


“A escola é...
O lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ilha cercada de gente por todos os lados.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só educar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se amarrar nela!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz”.

Paulo Freire
♥♥♥


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

8ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas está com inscrições abertas


Estão abertas até o dia 30 de março as inscrições para a 8ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A inscrição dos alunos deve ser feita pelas escolas, sendo que é permitida a participação dos alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio.

Leia mais no Blog Educação em Pauta   

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Criatividade extrapola a sala de aula em escola catarinense


Cata-ventos para brincar na hora do recreio, telhas floridas de cerâmica, maquetes inspiradas em Di Cavalcanti, mosaicos que destacam a geometria de Escher, máscaras de diferentes culturas, e impressionismo na tela pintada com cotonete. A criatividade, o improviso e a riqueza de informações sobre a arte no decorrer na história da humanidade empolgam alunos, professores, pais e a comunidade vizinha à Escola de Educação Básica Municipal Professor Curt Brandes, em Pomerode, município de 27,7 mil habitantes, no nordeste de Santa Catarina.
“Eu não entendo nada de artes, mas tenho professores que abraçam a causa e vejo que os alunos aprendem de fato”, diz a diretora Eliana Koch Schimitt. “Eles sabem não só a história da arte, quem são os grandes artistas, como têm noção prática das técnicas usadas.”
Para o próximo ano letivo, os alunos terão sala própria para as atividades. “Será uma sala-ambiente, adaptada, com mobiliário adequado”, adianta a diretora.
A professora Moara Gustmann dá aulas de arte a turmas do primeiro ao sexto ano; Gláucia Maria Erbs, do quinto ao oitavo. Elas seguem apostila adotada pela prefeitura — o conteúdo é seguido a cada ano letivo —, mas recorrem à criatividade e ao improviso para dar vida aos trabalhos dos alunos. No projeto sobre impressionismo, por exemplo, Gláucia recorreu às técnicas de canetinha e canetão; guache na ponta arredondada do pincel e cotonete.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Conjugador verbal on-line e gratuito é lançado


A Cilenis, empresa de tecnologia de Santiago de Compostela (ESP), lançou recentemente uma ferramenta muito útil para os professores de Língua Portuguesa. Trata-se doConjugador Verbal, um site inteiramente gratuito que conjuga o verbo que o usuário quiser.

Segundo o porta-voz da empresa, Luís Magarinhos Iglesias, o Conjugador Verbal é uma ferramenta muito útil e de consulta rápida para todas aquelas pessoas que têm dúvidas ou precisam conhecer com exatidão qualquer forma conjugada de um verbo em Língua Portuguesa, com especial foco no novo acordo ortográfico.

“É uma ferramenta ótima para os estudantes e professores de Português, servindo como um apoio à aprendizagem. Além disso, o aplicativo é o mais completo conjugador verbalpara a língua portuguesa de acesso livre na internet que existe na atualidade. Como está adaptado às distintas variedades do português, ele ajuda e muito os estrangeiros que estão aprendendo o idioma”, enfatizou Iglesias.

O Conjugador Verbal da Cilenis já está acessível online no endereço http://conjugador.cilenis.com. Quaisquer dúvidas sobre o funcionamento podem ser enviadas para o e-mail info@cilenis.com.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aluno aprende 68% mais com bom professor

O conceito de que o aluno é quem faz a escola acaba de ser derrubado com a revisão de quase 200 artigos científicos nacionais e internacionais sobre Educação, reunidos em único estudo chamado Caminhos para Melhorar o Aprendizado. De acordo com o documento, alunos dos melhores professores aprendem 68% mais do que os colegas orientados pelos piores docentes. Quantidade de alunos por sala, apoio e estrutura da escola também são fundamentais para esses resultados.
Fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Instituto Ayrton Senna e movimento Todos pela Educação, o levantamento considerou apenas as pesquisas cuja amostra contou pelo menos com 2 mil pessoas ou cem escolas – entre instituições de ensino fundamental e médio.
A compilação reúne dados a partir de experiências em salas de aula que obtiveram resultados positivos para o aprendizado. De acordo com o documento, os textos analisados e tornados públicos demonstram que “uma boa escola e um bom professor são indispensáveis para o aprendizado do aluno”.
Os estudos demonstram que a qualidade do professor é a coisa mais importante da escola. E nem sempre os educadores com mais tempo de carreira e com a melhor formação acadêmica são os melhores. De acordo com Barros, as pesquisas não apontam exatamente as características que o bom docente tem – ou deveria ter –, mas argumenta que “todo aluno e toda direção sabe quando o professor é bom”. E frisa: “Os alunos realmente aprendem.”
Especialistas e gestores ouvidos pela reportagem sustentam que a educação continuada do educador é fundamental para seu desempenho em sala. Para Paes de Barros, as escolas deveriam ter fichas – semelhantes a dos médicos – com um tipo de diagnóstico escolar do estudante, além de avaliações, como a Prova Brasil, todos os anos. “Ajudaria a medir o quanto as crianças aprenderam”.
Outros fatores 
Se os progressos no campo da educação dependem do corpo docente de cada instituição de ensino, há outros fatores que também interferem nesse processo. Salas com até 15 alunos aprendem 44% mais que aquelas com 22 pessoas. Aulas com mais de 50 minutos não ampliam a absorção de conhecimento, mas as faltas são extremamente prejudiciais ao ensino: uma aula a menos em cada dia letivo leva a uma queda de 44% no aprendizado. O mesmo baixo porcentual é percebido quando há redução de quatro dias de aula por mês ou crescimento da turma em 30%.
“A exposição do aluno ao professor é importante”, acrescenta o professor André Portela, coordenador do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas e também participante do estudo Caminhos. Para ele, o ambiente escolar, bem como o tempo que a criança passa na escola são determinantes para o seu desenvolvimento.
O foco do estudo é a educação básica. É nesse período, que inclui desde a alfabetização dos pequenos, aos 6 anos, até a conclusão do ensino médio, com 17 anos, que o aluno desenvolve várias competências. Por exemplo: “raciocínio, habilidades analíticas e tomadas de decisões”, aponta Portela.
Outras variáveis interferem no aprendizado, como número de alunos em classe, infraestrutura, o envolvimento do aluno e sua capacidade cognitiva, emocional e psicológica.
Contudo, no que diz respeito à formação de um bom educador, Neide afirma que a educação continuada é fundamental.
É com essa formação, segundo a professora da PUC-SP, que o docente aprende a lidar com o magistério de fato e aproveita o tempo para, por exemplo, saber como lidar com o aluno hiperativo, displicente, acomodado.
“A formação continuada é importante para encontrar formas de adequar seu conhecimento à realidade dos alunos”, concorda Flavinês Rebolo, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
A educação, no Brasil, só poderá avançar se o País voltar a considerar a educação, não como uma forma de obter títulos e status, mas como o centro onde se “amplia o conhecimento, de humanizar o ser humano por meio do aprendizado”.
Finalmente, a reestruturação do magistério e a valorização do profissional, com melhores salários e condições de trabalho, são, para Flavinês, outro fator importante na formação de um bom profissional e do progresso do ensino brasileiro.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Obrigatoriedade da música na escola


O ano de 2011 é data limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação).
Entenda mais detalhes dessa lei para que você possa compreender e exigir a aplicação dela na escola do seu filho.
A lei nº 11.769 tornou o ensino de música obrigatório na Educação Básica (que engloba Educação Infantil e o Ensino Fundamental). Mas ela não especifica se todas as séries devem ter a música incluída em sua grade curricular. "Assim como a quantidade de aulas por semana, isso teria de ter sido definido até este ano, junto aos sistemas de ensino estaduais e municipais", diz Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Segundo a presidente nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), Magali Kleber, cada secretaria está preenchendo esta lacuna do seu jeito. Tudo depende da proposta político-pedagógica de cada escola.
 O MEC (Ministério da Educação) propõe cursos de formação para ministrar o conteúdo de música e o ensino de cultura regional. Até mesmo recursos de educação à distância estão sendo usados nesse processo. "Agora existe uma expectativa muito grande da área e da sociedade que está esperando que seus filhos aprendam música nas escolas sem ter de pagar. A lei teve impacto para os profissionais de música, e teve impacto para a discussão de acesso à música na sociedade", diz Magali Kleber.
Para que as aulas de Música não virem "hora do recreio", é preciso que os pais fiquem de olho em quem irá ministrá-las. Além disso, é preciso checar se esse ensino será contínuo e com uma metodologia capaz de desenvolver a capacidade musical dos estudantes de forma gradual, sem truncamentos e interrupções.

domingo, 23 de outubro de 2011

MEC deve aumentar a carga horária diária


o Conselho Nacional de Educação considerou mais apropriado ao Ministério da Educação elaborar uma proposta de aumento na carga horária diária dos estudantes em vez da ampliação do calendário letivo de 200 para 220 dias por ano, como queria o ministro Fernando Haddad. A informação foi divulgada ontem (20/10) pela secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar  Lacerda em sua página pessoal no Twitter e no Facebook.

"Não teremos a ampliação para 220 dias letivos. O ministro Haddad convocou uma reunião, no dia 18 passado, com entidades de professores, estudantes, parlamentares, gestores e universidades. O consenso é que é melhor manter os 200 dias e ampliar a carga horária diária. E democraticamente, o ministro Fernando Haddad acatou a proposta", escreveu a secretária.

As informações são do portal G1

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Abertas 1,5 mil vagas gratuitas de mestrado para professor de matemática


Estão abertas até o dia 26 próximo as inscrições para curso de mestrado profissional, gratuito, destinado à qualificação de professores de matemática. São oferecidas 1.525 vagas, em todo país, em 65 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, o curso de pós-graduação destina-se a professores de matemática da educação básica, especialmente de escolas públicas. Ele será ministrado na modalidade semipresencial por uma rede de instituições de educação superior ligadas à UAB, sob a coordenação da Sociedade Brasileira de Matemática.
Leia matéria completa Na página do MEC 

domingo, 2 de outubro de 2011

Haddad anuncia que serão gratuitos os mestrados e doutorados em educação


Cursos de pós-graduação, mestrados e doutorados em educação, mesmo  instituições privadas, serão gratuitos. O anúncio foi feito pelo ministro Fernando Haddad, na tarde de sexta-feira, 30, durante o 7º. Congresso Inclusão: Desafio Contemporâneo para a Educação Infantil, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo (Sedin).
Confira matéria no Portal do MEC

domingo, 25 de setembro de 2011

Indicação de Filmes com temas voltados para a escola, o professor ou a educação

Pesquisando na net, encontrei o Depois da Aula, e achei muito interessante uma seleção de 25 filmes onde seus enredos discutem a escola, o professor ou a educação escolar. São filmes de boa qualidade e que podem ser utilizados para estimular discussões em encontros pedagógicos ou em salas de aula.

Acesse aqui a seleção

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MEC estuda aumentar carga horária nas escolas


O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou na manhã desta terça-feira (13) que o MEC estuda aumentar as horas de permanência das crianças brasileiras na escola. Na abertura do Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, em Brasília, Haddad afirmou que os estudantes devem passar mais tempo na escola.
— Comparado com outros países, os estudantes do Brasil ficam pouco tempo no ambiente escolar.
O ministério estuda duas possibilidades: crescer de 200 para 220 os dias letivos anuais ou aumentar o número de horas por dia no colégio. Atualmente, os estudantes contabilizam um total de 800 horas ao ano.
— Mas essas duas propostas não são excludentes — salientou Haddad.
O congresso, que se iniciou ontem, (13) e segue até sexta-feira, é promovido pelo movimento Todos pela Educação.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República, também participou da abertura do encontro e reforçou a importância da educação na agenda dos direitos humanos.

Fonte: Ângela Ravazzolo, (Da Zero Hora)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Professora Sim, Tia Não (Paulo Freire)

Livro de Paulo Freire : Professora SIM, Tia NÃO.
Se você ainda não leu, aqui está uma boa sugetão de leitura.

Clique e leia:www.scribd.com 

Paulo Freire - Professora sim,Tia nao

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Udesc abre inscrições para Mestrado em Educação - turma 2012

As inscrições estarão abertas até o dia 31 de agosto e serão realizadas em duas etapas. A primeira consiste no preenchimento do formulário de inscrição, que estará disponível no site do PPGE (www.ppge.udesc.br) durante o período de inscrições. A segunda etapa será o envio dos documentos solicitados no edital para efetivação da inscrição.
Serão oferecidas até 20 vagas nas duas linhas de pesquisa do programa: "História e Historiografia da Educação" e "Educação, Comunicação e Tecnologia". O processo seletivo contemplará: prova escrita de conhecimentos, avaliação do projeto e argumentação oral.

O programa de Pós-Graduação em Educação
Mestrado da Udesc tem por objetivos: contribuir para a análise e compreensão da problemática educacional brasileira e catarinense; preparar o pesquisador para atuar em diferentes níveis e modalidades da educação; além de atender demandas em relação a estudos e pesquisas que focalizem os processos de escolarização formal, abordagens, objetos e fontes para a História da Educação do Brasil e de Santa Catarina; processos educativos mediados por tecnologia.

O edital de seleção de alunos regulares para a turma 2012 pode ser acessado neste Link

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nova Ortografia - Vídeo Aula

Aula em formato de entrevista com a Professora Mestre Andréia Cassiatorre, coordenadora do curso de Letras da Unifadra Dracena.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião: o jovem quer uma escola que caiba na vida


"É preciso valorizar a leitura em todo o percurso da formação, relacionar a teoria com a prática promover a iniciação científica e a aprendizagem criativa", afirma Mozart Neves Ramos sobre o Ensino Médio



O desenvolvimento econômico que o Brasil vem experimentando, na última década, vem abrindo importantes janelas de oportunidades para nossa juventude.
No passado faltavam empregos, hoje falta mão de obra qualificada para ocupar as posições no mercado de trabalho geradas por essa nova economia. Isso está diretamente vinculado à oferta de uma Educação básica de baixa qualidade.
Hoje no Brasil são 10 milhões de jovens matriculados no ensino médio. Muitos ficam pelo caminho, abandonam os estudos por falta de motivação. Os que concluem não aprendem aquilo que seria esperado. Por exemplo, em matemática, apenas 11% aprenderam o que seria esperado ao final do ensino médio. O jovem quer uma escola que caiba na vida e, hoje, ele não a encontra no ensino médio.
Para reverter esse quadro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes curriculares para o ensino médio, pautadas em quatro dimensões:trabalho, ciência, tecnologia e cultura.
É preciso pensar nas diferentes juventudes, as que estudam no diurno e aquelas do noturno; as que sonham por uma escola de tempo integral; as que precisam trabalhar e de mais tempo para concluir o ensino médio.
Mas, antes de tudo, é preciso oferecer a estas juventudes um ensino motivador, capaz de promover a criatividade e a inovação, promovendo a autonomia, a flexibilidade e a interdisciplinaridade nas redes de ensino e nas escolas, a partir dos seus projetos pedagógicos.
Não se pode pensar em um único ensino médio. Nesse sentido, é preciso valorizar a leitura em todo o percurso da formação, relacionar a teoria com a prática - não se pode esperar que um jovem goste de química aprendendo reações químicas na lousa! -, promover a iniciação científica e a aprendizagem criativa.
São desafios que passam por uma nova formação docente, uma nova cultura, pautada em expectativas de aprendizagem moldando os processos de avaliação e os próprios investimentos do Ministério da Educação. O caminho é longo, mas o CNE deu um passo importante para combater a atual baixa qualidade do ensino médio.

Mozart Neves Ramos é especialista em Educação Básica e professor da Universidade Federal de Pernambuco.
Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de São Paulo (SP) 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Projeto que proíbe a dispensa de alunos por falta do professor será votado na terça-feira

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), vai votar, em decisão terminativa , na terça-feira (9), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 43/2010 que proíbe a dispensa, pela escola, de alunos da educação básica em caso de falta do professor. Nessas circunstâncias, de acordo com o proposto, os alunos devem permanecer na instituição de ensino e receber atividades complementares, respeitadas a faixa etária e a grade curricular de cada série.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O professor de hoje não pode só reproduzir sua formação

Por Içami Tiba


É como um médico cirurgião que não poderia nem deveria operar ninguém se não tivesse competências específicas como conhecimento (não conhece as técnicas cirúrgicas mais adequadas e atualizadas, a patologia a ser operada, etc.), comprometimento (não se incomodar com a vida do paciente, largar todo o material cirúrgico na barriga da pessoa que está sendo atendida, tirar as luvas e avental e jogar sobre a mesa cirúrgica e sair correndo porque está na hora da sua saída), responsabilidade (de ter consciência da cirurgia que faz), disciplina (terminar o que começou), ética (respeitar tanto o paciente quanto a si mesmo) etc.
Assim também, de um professor espera-se competências específicas para que seus alunos sejam bem sucedidos no aprendizado.  Tomo a liberdade de listar aqui as seis características que o docente ideal para o século 21 deve ter, segundo texto publicado na revista Nova Escola, da editora Abril:
·    ter uma boa formação;
·    usar novas tecnologias a favor dos conteúdos;
·    atualizar-se em novas técnicas de ensinar;
·    trabalhar bem em equipe;
·    planejar e avaliar sempre: observar para reorientar o trabalho;
·    ter atitudes e posturas profissionais: todo aluno pode aprender.
Aponto, abaixo, mais exemplos de como melhorar a performance do professor com os alunos em sala de aula:
·    7. aquecer o aluno para receber a aula. Um aluno raramente tem sua mente aquecida para receber a aula e frequentemente está totalmente desligado. Cabe ao professor fazer um warming up, aquecimento, como qualquer esporte ou aperitivo que prepara o corpo para a ginástica ou refeição, basta que o professor pergunte: quem se lembra da última aula? Quem responder ganha um ponto, pois este aluno favorece o aquecimento de outras mentes, até as respostas começarem a pipocar. Pronto: as mentes estão aquecidas!
·    8. mental-breaks: alunos não mais suportam ficar 50 minutos em aula. Até adultos precisam de coffee-breaks. Em uma aula pesada, o professor poderia abrir mental-break oferecendo 5 minutos para os alunos trocarem ideias entre si sobre o que foi dado ou, melhor ainda, um aluno pergunta e outro responde, numa competição de somar pontos quem mais souber.
·    9. um aluno escolhido ou voluntário faz um resumo final da aula, também ganhando um ponto. A aula não termina sem o resumo.
·    10. o professor deve fazer um teaser (recurso do marketing para estimular o “comprador” através de ofertas interessantes fazendo o aluno interessar-se pela matéria da próxima aula). É como as cenas do próximo capítulo das novelas e seriados de TV ou trailler dos filmes que chegarão aos cinemas.
·    11. o professor tem que ensinar os pais a cobrarem diariamente as lições de casa. Os filhos têm que fazer um resumo de cada aula assistida, usando 150 palavras do próprio vocabulário e enviar aos pais como conseguirem: seja via mensagens de computador, torpedo, e-mail etc. Tiveram três aulas? Os pais têm que receber três resumos. Caso contrário, estarão sustentando a ignorância que custa muito mais caro do que o conhecimento.
Os itens 7, 8, 9, 10 e 11 já constam do meu novo livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, a ser lançado em julho de 2011 pela Integrare Editora.


Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

domingo, 24 de julho de 2011

Como ajudar seu filho na escola


Saiba como ensinar a importância dos estudos para o seu filho. Confira as dicas

Defina um local de estudo: esse ambiente deve ser calmo e silencioso
Foto: Dreamstime  
Seu filho detesta estudar? Tatiana Sessa, autora do livro E Agora? Meu Filho Não Gosta de Estudar (Ed. Best Seller), dá dicas certeiras para que a molecada goste dos livros, comporte-se em sala de aula e tire boas notas. Confira:

Estude junto com ele: se você não tem a menor ideia de como ajudá-lo na tarefa, que tal dar uma olhada no livro da matéria? Assim, os dois aprendem coisas novas.
Faça ele ensinar você: quando não compreender alguma parte da tarefa, você também pode pedir que seu filho lhe explique. Funciona como uma chamada oral.
Respeite os professores: mesmo que a escola seja particular, jamais trate os professores como seus empregados nem critique os funcionários na frente de seu filho.
Não desautorize o pai: você e seu companheiro devem conversar sozinhos antes de tomar decisões, para evitar que um permita algo que o outro proibiu, por exemplo. Essa dica é especialmente importante para filhos de pais separados.
Diga "não" sem culpa: quando o "não" tem argumentos fortes e claros para seu filho, ele aprende a lidar com os limites e entende que não pode ter tudo o que quer na vida. Só não vale dizer o famoso "é não porque não": isso não ensina nada, só serve de muleta.
Estipulem horários juntos: organizem uma rotina de estudo: seu filho mesmo pode sugerir os melhores horários para isso.
Defina um local de estudo: esse ambiente deve ser silencioso, sem interferência de TV, celular e internet.
Descubra como ele aprende: há quem aprenda melhor fazendo resumos e quem precise ler em voz alta.
Elogie o esforço, não só a nota: falar que ir bem na escola "é obrigação" não motiva ninguém a se dedicar mais...
Aproxime-se de seu filho: com confiança, ele abrirá o jogo sobre as dificuldades que encontra nos estudos.
Troque sermão por diálogo: em vez de dar uma bronca a cada nota baixa, preste atenção ao que ele tem a dizer.
Faça-o a escrever à mão: acostume seu filho a responder bilhetinhos por escrito, sem usar o computador. Isso vai deixá-lo mais seguro ao escrever redações e, de quebra, melhora a letra.
Associe o aprendizado com a diversão: fazer um bolo, uma pesquisa no zoológico ou um experimento de ciências pode ser tão instrutivo quanto divertido.
Conteúdo do Site Ana Maria