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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Educação inclusiva: instituto acompanhará compromissos assumidos por municípios


O Instituto Rodrigo Mendes lança hoje (12) uma ferramenta online para o acompanhamento dos compromissos de secretarias municipais com a Educação Inclusiva. A ideia do projeto, que recebeu o nome de Gestão Pública, é ser um observatório do desenvolvimento das ações e políticas do tema nos municípios.


O Gestão Pública, que é realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC),  funcionará dentro do site do Diversa, projeto criado pelo instituto para dar visibilidade a práticas de Educação inclusiva, tornando-as referências na área.
A primeira etapa do novo projeto é tornar públicas as políticas e metas assumidas por 55 cidades – entre elas, cinco capitais – de 17 Estados para a Educação Inclusiva e, dessa forma, permitir o monitoramento da implementação e os resultados delas.
Mensalmente, as secretarias devem abastecer o ambiente on-line com os objetivos, estratégias e resultados de seus programas. A equipe do Instituto Rodrigo Mendes é a responsável por observar, mês a mês, o andamento das políticas frente aos prazos estabelecidos, alertando sobre atrasos e pedindo o retorno destas ações.
“A essência do Gestão Pública é transformar algo que normalmente fica isolado em assunto público”, explica Rodrigo Hübner Mendes, diretor geral e fundador do instituto. “Nosso papel será de mediador, observando, estudando e dando suporte às iniciativas”.
As cinco secretarias que obtiverem maior destaque no Gestão Pública no decorrer do ano receberão uma homenagem do MEC em outubro. A ideia é lançar uma publicação com os projetos, que será editada em português e inglês, para difundir os bons exemplos e instigar novas iniciativas.
Para mais informações sobre o Instituto Rodrigo Mendes, consulte o site: Instituto Rodrigo Mendes

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os alunos com deficiência auditiva e o compromisso da escola


O Decreto Federal N° 5626, de 22 de dezembro de 2005, estabelece que alunos com deficiência auditiva tenham o direito a uma educação bilíngue nas classes regulares. Isso significa que eles precisam aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e a Língua Portuguesa em sua modalidade escrita como segunda língua. Por isso, a Língua Brasileira de Sinais deve ser adquirida pelas crianças surdas o mais cedo possível - o que, em geral, acontece na escola - preferencialmente na interlocução com outros surdos ou com usuários de Libras.
Entre 2006 e 2009, o Ministério da Educação (MEC) certificou pouco mais de 5 mil intérpretes pelo Prolibras - o Programa Nacional para Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais - e, embora mais de 7,6 mil cursos superiores de Pedagogia, Fonoaudiologia e Letras ofereçam a disciplina de Libras, ter o número de intérpretes necessário para atender a demanda das escolas ainda é uma realidade distante.
A rede estadual de ensino de Santa Catarina oferece o professor intérprete para companhamento desses alunos. No município de Imaruí até o ano passado, (2010) existia esse profissional, não só para o aluno com deficiência auditiva, hoje a política de atendimento é diferente.

Como medida paliativa, é importante que as escolas ofereçam aos surdos recursos visuais que os ajudem em seu desenvolvimento. As disciplinas precisam ser contextualizadas para que eles não fiquem de fora das atividades. A escola deve oferecer também um apoio no contraturno, sempre com material pedagógico ilustrado e com a maior quantidade possível de referências que possam ajudar: caderno de vocabulários, dicionários, manuais em libras etc.

Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 21 de março de 2011

21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down

De norte a sul do Brasil, as Apaes estão prontas para lidar com todos os tipos de deficiência. Mas, neste mês, acontece algo muito especial. O dia 21 é dedicado às comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down.
Foi a data escolhida pela Associação Internacional Down Syndrome International, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem. E, neste ano, a comemoração é ainda mais especial, pois ela coincide com os 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21 pelo Dr. Jerome Lejeune.
Síndrome de Down
A síndrome de Down não uma doença. É uma ocorrência genética natural, que no Brasil acontece em 1 a cada 700 nascimentos e está presente em todas as raças. Por motivos ainda esconhecidos, durante a gestação as células do embrião são formadas com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente.
O material genético em excesso (localizado no par de número 21) altera o desenvolvimento regular da criança. Os efeitos do material extra variam enormemente de indivíduo para indivíduo, mas pode-se dizer que as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho, e o desenvolvimento em geral se dar em um ritmo mais lento. Com apoio para seu desenvolvimento e a inclusão em todas as esferas da sociedade, as pessoas com síndrome de Down têm rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, e também aqui no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, se casando e até chegando à universidade.
Quebre a resistência e tome uma atitude: construa acessibilidade para a pessoa com deficiência intelectual
Vamos usar o tema criado para orientação dos trabalhos de mobilização social e articulação da Rede Apaeana em 2009 para convidar nossas famílias e amigos e fazer com que todas as comemorações contribuam para a inclusão plena das pessoas com deficiência na sociedade.
Outras mobilizações
Com o tema "Inclusão para a autonomia", a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, parceira da Fenapaes, mobiliza sua rede para a comemoração desta data tão importante. As comemorações já estão sendo agendadas em várias cidades e, em Brasília, haverá até uma sessão solene na Câmara dos Deputados, que será realizada no dia 30 de março de 2009, às 10h.
Mais informações:
http://fbasd.blogspot.com/